A ESPERANÇA QUE VEM DE MOÇAMBIQUE
Numa segunda feira de outono em Lisboa ela adentra quase despercebida pela sala de estar do hostel onde todos já estavam bebendo, conversando, várias etnias e idiomas, e uma sala completamente embranquecida, ela adentra de forma sucinta, discreta e cabisbaixa. Lá estava eu de canto, no bar e logo percebi a sua realeza e seu axé. Solicitou atendimento, perguntou sobre hospedagem, e assim o fez. Educada, linda, uma maravilhosa senhora PRETA, que com sua energia mudou a atmosfera do lugar e me trouxe um afago tão gostoso e necessário naquela noite.
Após realizar todo procedimento de check in, e conhecer as dependências, ela retorna ao lobby e já se passavam da meia noite, e estava a treinar um novo colaborador para o staff. E ali após alguns minutos sentada sozinha, ela se aproximou e fez o nosso dia, madrugada, noite, tudo florescer.... Esperança, uma maravilhosa senhora de Moçambique, nos contemplou com sua divindade, leveza, cultura, felicidade, e sorriso tão farto, lindo, sotaque, tudo. Até agora estou em êxtase e agradecendo aos orixás por esta presença tão linda, e tão importante. Nesta noite Maria Esperança me ensinou tudo e mais um pouco em pouquíssimas horas, foram aulas de resiliência, cultura antiga, ancestralidade e claro africanidade, trajetória. Mesmo com tantos atravessamentos ela elevou o nível da leveza, que delícia e que marcante foi te encontrar, Obrigado por me ensinar e me trazer a importância de vir aqui escrever e falar sobre MOÇAMBIQUE, uma terra tão linda que precisa do sua atenção, do seu apoio, e que você se ligue.
Obrigado MARIA ESPERANÇA, graças a você e sua existência vou levar tahta coisa junto, ainda tive a honra de poder LHE SERVIR O MATA BICHO( CAFÉ DA MANHÃ), e pude te reverenciar como a RAINHA QUE ÉS. E POR VOCÊ E TODO POVO DE MOÇAMBIQUE IREI COMUNICAR: POR FAVOR POR ESPERANÇA E MOÇAMBIQUE VAMOS ESSA MENSAGEM PARTILHAR?!
MOÇAMBIQUE ATUALMENTE:
Em 2024, a guerra em Moçambique continua a devastar a região norte, particularmente a província de Cabo Delgado, levando milhares de pessoas a fugir de suas casas em busca de sobrevivência. Os ataques dos insurgentes, alguns vinculados ao grupo extremista Estado Islâmico, persistem em várias áreas, como Macomia, Chiúre e Mecufi. Esses conflitos não apenas resultam em mortes e destruição, mas também criam um fluxo constante de deslocados internos, muitos dos quais vivem em condições precárias nos centros de reassentamento.
Atualmente, mais de 734 mil pessoas estão deslocadas devido à violência. As necessidades mais urgentes incluem abrigo, alimentos, água potável e cuidados médicos. A insegurança alimentar também é uma crise crescente, com mais de 1,1 milhão de pessoas em Cabo Delgado e regiões vizinhas enfrentando dificuldades para obter alimentos suficientes.
Os refugiados muitas vezes percorrem longas distâncias a pé ou em transportes improvisados para alcançar segurança. A situação é agravada pela dificuldade de retorno às suas terras devido ao medo de novos ataques, mesmo em áreas parcialmente reconquistadas pelas forças governamentais e seus aliados regionais, como Ruanda.
Enquanto isso, a comunidade internacional é frequentemente criticada pela falta de ação efetiva, e a esperança de um futuro mais seguro ainda parece distante para muitos moçambicanos. A guerra continua a ser um dos maiores desafios humanitários e de segurança da Região.
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QUE A ESPERANÇA VOLTE A ATINGIR MOÇAMBIQUE E TODOS NÓS, NAQUELE PIQUE!

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