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A solidão social de quem quer falar, mas só lhe é permitido ouvir regras embranquecidas de poeira branca e cortes silenciosos de sabotagem para invalidar sentimentos presos e histórias invisibilizadas que são apagadas por tiros certeiros julgados perdidos que acertam sempre os mesmos alvos cotidianamente.
O abismo entre os que nasceram com estrutura, família e privilégios e os que tiveram que aprender cedo a sobreviver.
O silêncio absoluto de quem não é preto nem branco, mas vive no entrelugar invisível: engolindo regras, normas, padrões, trocando de pele para caber em cada ambiente, mês após mês, apenas para não ser expulso do jogo.
O bloqueio de não poder expressar artisticamente a realidade da sua origem, e ainda assistir, de forma tendenciosa, a mesma ser rentabilizada de maneira caricata, para encher bolsos alheios.
A dor de aceitar que somos vistos apenas como produto, e quase nunca como líderes da própria existência.
A necessidade constante de pedir aval e aprovação para realizar a excelência de ser artista, e poder capitalizar a própria mensagem, não por vaidade, mas para não sucumbir às necessidades extremas e diárias que enterram migrantes de diferentes nacionalidades a cada segundo nesta ou em qualquer cidade.
E pensar que numa realidade antiga distópica, todo corpo é migrante, que a tal língua foi expandida através da migração e da imposição brutalmente ao corpo Originário, e atualmente é recorrente assitir o mesmo descendente da origem da gente tendo que abaixar a cabeça para caucasiano que migrou para se tornar "dono" autoritário.
Qualquer semelhança com a realidade não é o ponto crucial da questão, porque independente do que aconteça em algumas mesas, seu relato será apenas mais uma situação de um FRUTO DA IMAGINAÇÃO.


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