REALIDADE POÉTICA

 


Você conseguiu tudo se esforçando e seguindo o que fala e publica nas redes? Ou sua família te deu uns privilégios que esconde? 

Se apropriar, marginalizar e sexualizar não é fazer parte, há um abismo entre difundir e reproduzir. Qual ação não cultural realizou para os "seus"? Qual é mesmo a sua origem? Qual sua comunidade? O que muda para os que não estão na mesma cidade?!

A diferença é muito grande e o mundo parece pequeno, tem gente que se aceitou preto e favelado ontem, e para um determinado grupo, só o glamour, likes, e holofotes importam, ou será que queremos ser pretos, indígenas e negros na história e nas lutas? Nos impedimentos e nas discriminações também queremos? Ou só queremos fazer a tal transição capilar, frequentar terreiros, fazer feitiços, para sermos aceitos perante aos que pertencem para aprender mais e poder postar mais? Ou só porque está se conseguindo mais visibilidade

Até porque essa "visibilidade" nem sempre é replicada para os originários, infelizmente vemos mais apropriação do que ação, comunicação, interação. Não uso inclusão, porque incluir é admitir que não se fez parte, e como povos que fundaram uma nação, ainda estão sendo excluídos mesmo com tanta tecnologia, modernidade? 

 Porque os de verdade mesmo, continuam na margem, só assistindo, infelizmente só vendo a sua realidade e identidade sendo reproduzida, em alguns casos, tendenciosamente. 

Tá na moda? Ou caiu no gosto só agora? Ou será que estamos nos apropriando da ancestralidade alheia pelo like? Para poder liderar algo que não conhecemos? Mas vendemos. 

Verdade foi lá no fundo, e para a maioria só o ego importa, independentemente se as consequências farão muitos e muitos ficarem sem alimento, teto, janela e porta! 

Vender e se vender engaja mais do que ser e pertencer, e o BURGUÊS é algo mais comum na apropriação da cultura ancestral do que o famoso pão Brasileiro, que é francês. 



Comentários

Postagens mais visitadas