COMUNIDADE POR FAVOR, FAVELA SE PUDER !
O nome “favela” surgiu por conta de uma
planta medicinal com o mesmo nome. A faveleira da Caatinga pode ser encontrada
em alguns lugares dos estados da Bahia, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Dependendo
da região, também é conhecida como favela-de-cachorro.
Ao longo dos anos, a palavra “favela” e o uso
da palavra “favelado” para definir seus moradores ganharam uma série de
significados pejorativos. O termo era, inclusive, uma estratégia para separar
as populações periféricas de outras regiões. Outros termos como “comunidade” e
“periferia”, surgiram como forma de diminuir o estigma atrelado às favelas e de
tornar os moradores mais integrados à cidade. A Palavra/termo
"FAVELA" foi utilizado em um documento oficial pela primeira vez em 4 de novembro do ano de 1900, quando o
delegado da 10 º Circunscrição e chefe da Polícia do Rio de Janeiro, Enéas
Galvão, se referiu ao Morro da Providência como favela, onde moravam os
favelados, como eram chamados os soldados que lutaram na Guerra de Canudos, na
Bahia, e ficaram marcados pela planta favela, muito comum no sertão nordestino.
A associação feita na época foi como um lugar sujo e de gente imoral. Desde
então a data ficou marcada no calendário BRASILEIRO COMO O DIA DA FAVELA.
O Morro da Providência, no centro do Rio de
Janeiro, é considerada a primeira favela do Brasil. No município do Rio de
Janeiro, o Dia da Favela é lei desde 2006 e, no estado, desde 2019. Na capital
paulista, a data entrou para o calendário oficial em 2015.
A PALAVRA "FAVELA"
Etimologia
A origem do termo em português brasileiro surge principalmente no episódio histórico conhecido por Guerra de
Canudos, no século XIX. A cidadela de Canudos foi construída junto a alguns
morros, entre eles o Morro da Favela, assim batizado em virtude da planta
Cnidoscolus quercifolius (popularmente chamada de favela por produzir um
semente leguminosa em forma de favo que encobria a região. Alguns dos soldados
que foram para a guerra, ao regressarem ao Rio de Janeiro em 1897, deixaram de
receber o soldo, instalando-se em construções provisórias erigidas sobre o
Morro da Providência. O local passou então a ser designado popularmente Morro
da Favela, em referência à "favela" original. O nome favela ficou
conhecido e na década de 1920, as habitações improvisadas, sem infraestrutura,
que ocupavam os morros passaram a ser chamadas de favelas.
Agora que todos estamos no mesmo lugar de
informação, não de vivência, digo informação que pode virar conhecimento se
partilhado com os vossos, venho deixar um breve texto/poema/letra da minha
carta de apresentação para assim adentrar no conteúdo deste livro, peço que a
leitura seja leve e bem descontraída afinal o peso do passado deve ser deixado
para trás, e como já apresentado nas
linhas acima, estamos "CONSTRUINDO" UMA NOVA NARRATIVA" a partir
daqui, porque dá muito trabalho todo dia ter que desconstruir ou dissolver,
vamos construir juntos?!
Então...
"HEY...É O LÍPPIZI, PEGA A VISÃO:
PAPO
QUE EU VOU TE DAR, PODE NÃO TE AGRADAR,
DIZEM SER VITIMISMO, MAS MINHA HISTÓRIA VOU
TER QUE CONTAR.
RUAS
CHEIAS DE LAMA, MUITOS SONHOS, POUCO DINHEIRO...SONHAVA TODO DIA, MAS REALIDADE
VEIO PRIMEIRO.
EU SOU A FAVELA, TUDO BEM? MUITO PRAZER!
PARA E ESCUTE SÓ UM POUCO O QUE ESSE PRETO
AQUI VAI TE DIZER.
O RESPEITO AQUI IMPERA, EU VOU TE OUVIR VOCÊ
PODE FALAR, SÓ NÃO CAGA PELA BOCA, QUE AÍ É FODA DE ESCUTAR. E DIVERSIDADE NÃO
É LUXO, É MEU DIREITO DE EXISTIR, VIRA AS COSTAS MAS ADORA QUANDO EU TE FAÇO
SAUDIR.
DIZEM QUE SOU PRETO, MAL EDUCADO, QUE VIM DE
FAVELA, E AINDA POR CIMA SOU VIADO. MAS SOU VERDADEIRO NÃO SOU VOCÊ DOIS PAPOS,
SEU PRECONCEITO VAI TE LEVAR PRO RALO.
EU SEI QUEM SOU, EU SOU , EU SOU...FAVELADO,
FAVELADO, FAVELADO, FAVELADO FAVELADO!"
Música "Favelado" de Líppizi (disponível no Spotify/ Youtube. LINK NO TOPO DO BLOG) OU APERTA O PLAY AQUI
*recomendo a quem puder
ler esta letra ao ouvir a música e declamar junto. Ao cantar uma música
periférica de forma genuína, uma parede é quebrada e isso faz com quem as
nossas realidades possam estar mais próximas, afinal sendo favelado, sempre
estive próximo de realidades diferentes da minha, topa experimentar algo novo?
vambora!
Devidamente introduzidos ao contexto do que se
trata essa narrativa, venho já dizer que não é apenas sobre o que o aqui vos
escrevo, quero lhes apresentar uma ótica DO UNIVERSO FAVELA, para quem
descobriu a potência das comunidades Brasileiras agora esse texto traz bastante
diversidade de conteúdo, não pela história pessoal que vai mesclar com algumas
perguntas e questionamentos sociais bem conhecidos por muitos de nós, mas pela
informação que será partilhada com o objetivo principal de que isso se torne
conhecimento, e que assim possamos construir uma nova maneira de comunicação
para o problema de relações interpessoais gratuitas com indivíduos de
PECULIARIDADES, ORIGENS, PLURALIDADES, GÊNEROS, ÓTICAS, SOBREVIVÊNCIAS
DISTINTAS que habitam/ ocupam o mesmo tempo e espaço em uma sociedade onde o
passado vale mais do que o futuro e o futuro só é validade pelo capital inicial
do indivíduo, ou seja, essa narrativa busca EQUIDADE, não justiça (pois o justo
é relativo dependendo de quem expõe os fatos). Equidade comunicativa é
justamente ouvir quem pertence e também falar e compartilhar os fatos,
CONSTRUINDO ASSIM UM NOVO GLOSSÁRIO EM OBRA TOTALMENTE ABERTA, PORQUE O ENGESSADO
FICA NO PASSADO...
Equidade
Equidade consiste na adaptação da regra existente à situação concreta,
observando-se os critérios de justiça. Pode-se dizer, então, que a equidade
adapta a regra a um caso específico, a fim de deixá-la mais justa. Ela é uma
forma de se aplicar o Direito, mas sendo o mais próximo possível do justo para
as duas partes.
Glossário
Um glossário é uma lista alfabética de termos de um determinado domínio
de conhecimento com a definição destes termos. Tradicionalmente um glossário aparece
no final de um livro e inclui termos citados que o livro introduz ao leitor ou
são incomum.



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