A BELEZA DO CAOS
No Rio de Janeiro,
onde há polícia, há sangue,
onde há morte, há notícia...
E o povo, no meio,
sem acesso, sem proteção,
refém da omissão.
Será que só a queda de estrangeiros
ganha atenção?
E as vidas brasileiras,
as vozes silenciadas,
quem as escuta?
Somos indígenas,
somos raiz,
somos a terra antes do ferro
e antes da cruz.
Vieram navios,
trouxeram corpos sem destino,
histórias sem nome,
chagas sem abrigo.
E ainda assim,
mesmo rasgados,
somos inteiros.
Somos plural,
somos cor,
somos canto,
somos dor e esperança
neste Brasil real.
Viva o Brasil de todos,
meu, seu,
de geral.
Mais que uma vertente,
mais que virtual:
um país que pulsa,
um povo imortal.

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