ESTRUTURAL




 A Vivência de corp(es/as/os/xs) vulneráveis a violência psicológica social diariamente e o abuso de poder, atrelado ao privilégio de um grupo seleto de seres vivos que podem cometer diariamente assédio moral e sexual faz com que corp(es/os/as/xs), sintam muito mais a necessidade de "OBTER" segurança, qualidade de vida, teto, alimento, suporte psicológico, o essencial para a sobrevivência de qualquer indivíduo, ou seja, o básico dependendo da sua origem ou fenótipo é mais inalcançável  analisando que a sua origem "ás vezes" vai definir seu alcance. Isso ocorre atualmente tanto no cotidiano e  nas redes socais, que seriam para conectar socialmente pessoas e diminuir o tal do padrão... Enfim, um adendo ou talvez pensamento de se contestar que a ostentação "atualmente (ótica baseada no tempo que passamos com algo eletrônico geralmente conectado no 3, 4, 5G ou WI-FI)...Próximo gancho da visão é que seu fenótipo "na maiorias das vezes" vai também definir sua passabilidade visual, social, racial, de gênero, número e grau meus “querid(es/as/os/xs)”. Muito se fala sobre acolhimento, ou “ESTRUTURAL”, “REPARAÇÃO” e afins, mas onde estamos realmente fazendo isso?! Digo “estamos” pois me incluo nesse bolo social que ainda peca no fermento e inflama as narrativas e pouco se atenta a dosagem certa dos ingredientes para que não desande a receita. Ainda estamos falando muito e agindo pouco, pois corpos expressivos e cansados de serem açoitados até por pessoas próximas continuam sendo silenciados como na ditadura que existiu e que ainda assombra pois nós não aprendemos que os esteriótipos ou que o tal “ESTRTURAL” seja ele qual for ainda reverbera nas veias de muitos, em mim, em você também....Não aceitar que ainda temos resquícios de um “ESTRUTURAL” tão sujo e prejudicial a todos é invisibilizar a nossa evolução quanto sociedade e principalmente não mirar no que vem a frente, e jogar no outro sempre o que temos que limpar, além do fascismo. A faxina é diária, interna, externa e em conjunto, e se não damos as mãos aos corpos que estão caindo a nossa volta, aos nossos, estamos indo junto para um buraco onde quem ganha é sempre o “ESTRUTURAL”, pois nós ainda não temos uma ESTRUTURA PARA CHAMAR DE NOSSA! Portanto nesse relato paradoxo quero trazer o pensamento aos que como eu ainda lutam pela sobrevivência de obter o mínimo doando o máximo, e não desiste, pois ser imigrante, negro, gay, funkeiro, favelado mas esclarecido tem me dado um trabalho surreal para me manter vivo, pois tenho de lutar até com os que deveriam me dar a mão por questionar a falta de diálogo entre nós. Que nesses próximos anos, possamos olhar mais para os nossos, essa é a grande REVOLUÇÃO QUE DEVEMOS FAZER, OLHAR PARA OS NOSSOS E DARVOS SUPORTE PARA SE MANTEREM DE PÉ, FOI ASSIM QUE O 25 DE ABRIL SE FEZ PRESNETE E TODAS AS REVOLUÇÕES HUMANITÁRIAS NO MUNDO: OLHANDO, CUIDANDO MESMO DOS NOSSOS, NÃO SOMENTE RECLAMANDO OU OLHANDO O OPOSOTO. QUE NOS OLHEMOS MAIS E POSSAMOS NOS UNIR MAIS, POIS SOMOS DIFERENTES TAMBÉM, MAS O QUE NOS UNE DEVE SER MAIS FORTE DO QUE O QUE NOS DIFERE. 

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